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Crianças com deficiências como todas as outras


Autoria: Rosângela Gera , médica e mãe da pequena Laura que
Data: 20/9/2004
Resuno:
depoimento


Olá Pessoal, fiquei pensando após ler esta mensagem da lista (http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=10378), a respeito da educação de crianças, que eu deveria dar a minha opinião, como mãe que sou e como estudiosa que tenho me tornado da arte de educar filhos. Fiquei pensando, pensando, queria falar que ter um filho ou filha para educar é que é o mais difícil; não queria dizer que a deficiência seria um fator complicante, queria dizer que a deficiência é uma característica, igual a tantas outras que todas as crianças possuem, a deficiência por trazer uma limitação, faz com que essa característica seja mais ou menos marcante. Eu queria dizer isso porque tenho observado crianças sem nenhuma deficiência e que têm tantas limitações, crianças que têm medo de palhaços e de bexigas em aniversários e passam todo o tempo no colo das mães numa idade que era de se esperar que tivessem brincando com outras, crianças cujas mães têm que sair escondidas para o trabalho para que não fiquem chorando descontroladamente, crianças que não ficam sozinhas na escola, sabe, e tem crianças que não enxergam com os olhos, tem crianças que são obesas, tem criança que anda numa cadeira de rodas, tem criança que sabe o que falamos através de sinais, tem criança que aprende num ritmo diferente, tem criança boazinha, tem criança malvada, tem criança que não pára de falar e tem criança que não pára de chorar, tem criança que se faz amar e tem criança que é muito chatinha, não tem? Enfim, gente, vamos parar de falar sobre crianças especiais, vamos falar sobre crianças, que é isso que elas são. Concordo com a opinião de que as maiores dificuldades surgem da não aceitação da deficiência do filho, e isso nem sempre é claramente revelado para os próprios pais, pois acredito que a superproteção de uma mãe impedindo o desenvolvimento do filho significa que ela ainda não se recuperou do choque, não aceitou e por isso ainda não sabe o suficiente sobre as limitações impostas pela deficiência do seu filho, sempre superestimando-as. O pai que abandona o lar está claramente dizendo, quando o motivo é este, que ele não consegue conviver com a situação. Mas se ele fica em casa e deixa a mãe se virar sozinha, ele também está dizendo que não aceitou, e também atribuir esse comportamento de afastamento do pai à atitude superprotetora da mãe, não é plausível porque o pai que participa e percebe que a mãe está inadequada saberá apontar para ela os seus exageros. Bom, se há unanimidade em se tratando dos filhos, eu diria o seguinte: Ame-os incondicionalmente. Aceite-os verdadeiramente. Deixem eles voarem. Acho que eles mesmos nos dirão aonde podem e querem ir, não? Se o vôo for alto, e daí? Se o vôo for médio, e daí? Se o vôo for baixo, e daí? ... E se não houver vôo? SEMPRE HÁ! E só para finalizar: "teus filhos não são teus filhos. São filhos e filhas da vida." Gibran Khalil Gibran

 
 
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