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Os benefícios das terapias alternativas


Autoria: Lais Mendes Pimentel - BBCBRASIL.COM
Data: 25/8/2003
Resuno:
A estimulação precoce e constante é altamente recomendada por todos os especialistas para as pessoas que nasceram com a síndrome de Down.


Tratamentos mais tradicionais e obrigatórios como fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional são empregados logo após o nascimento, na forma de brincadeiras e incorporados na rotina da família. Ao lado dessas terapias, as formas mais alternativas de tratamento também têm espaço e valor. Duas das terapias alternativas mais procuradas pelas pessoas que têm algum tipo de dificuldade de aprendizado ou motora são a hipoterapia e a ioga. Ioga No caso da ioga ministrada sob medida para crianças que têm necessidades especiais, uma das grandes autoridades internacionais no assunto é a brasileira Sonia Sumar. Sonia mora em Chicago, nos Estados Unidos, onde fundou um centro de ioga onde são ministradas as aulas criadas por ela para crianças que têm anomalias genéticas, autismo, paralisia cerebral e problemas de aprendizado em geral. Há quase três décadas praticando e ensinando ioga, Sonia decidiu direcionar seu trabalho para as crianças com necessidades especiais, depois do nascimento de sua segunda filha, Roberta, em 1972. Roberta, que morreu com quase 15 anos, sobreviveu um parto difícil quando ela engoliu muito líquido amniótico e teve problemas respiratórios sérios até três anos. Corpo "Logo que a Roberta nasceu, comecei a trabalhar o corpinho dela, que era muito hipotônico (músculos fracos) e o médico que a acompanhava mensalmente se mostrava muito surpreso com os progressos dela. Me lembro que ele dizia: 'Não sei o que você está fazendo, mas continue!'", lembra Sonia Sumar. A professora explica que a ioga é um sistema de vida e não só um hábito de academia e ela acredita que sua prática é capaz de melhorar a capacidade física e mental da pessoa mas dá um aviso aos pais que freqüentam seus seminários, ministrados na Europa, Estados Unidos e Brasil. "Quando comecei a fazer ioga na Roberta, eu evitei ler a literatura médica sobre síndrome de Down pois ela só se concentra no lado negativo da condição. A gente precisa ver o positivo, o potencial, a luz que existe na pessoa e trabalhar com isso", explica Sonia. Os benefícios da ioga, segundo Sonia Sumar, têm origem no princípio de que o corpo está sendo trabalhado de dentro para fora e a criança com Down, que normalmente nasce com fraqueza muscular, ou hipotonia, pode ter seu rendimento físico e mental extremamente revitalizado. Guru "A ioga fortalece toda a musculatura, o que vai ajudar pulmão e coração. A chave e a porta para isso é a respiração. Geralmente, as pessoas com Down respiram pela boca e, ao corrigir isso, ela passa a ter mais oxigênio no cérebro, aumentando a concentração e o desenvolvimento em geral", diz Sonia. E com o maior orgulho, Sonia Sumar fala da filha, Roberta, a quem chama de "minha guru". "Meu objetivo era fazer com que a Roberta se sentisse importante, que ela fosse uma pessoa que tivesse compaixão por aquelas que tinham preconceito contra ela e que não se sentisse diminuída por que tinha a síndrome de Down". "E eu sei que, apesar de ter vivido menos de 15 anos, a Roberta tinha uma compreensão de vida que muita gente que vive 90 anos não tem. Lembro que, um dia, quando ela tinha oito ou nove anos, a Roberta disse: 'Mamãe, eu sou sua mestra'. Achei, na minha ignorância, que ela estava enganada e respondi que eu era a mestra, pois era eu quem ensinava ioga para ela desde bebê. Hoje vejo que ela tinha entendido tudo muito bem". Hipoterapia No Rio de Janeiro, uma experiência envolvendo crianças com Síndrome de Down e cavalos está mostrando os benefícios deste tipo de estimulação. O projeto EQUITAR- Centro Brasileiro de Estudo, Desenvolvimento e Pesquisa da Equoterapia - usa as instalações do Clube Militar, na Tijuca, e do Jóquei Clube, na Gávea. Há 16 anos, Beatriz Marins desenvolve este trabalho que agora atende a 120 crianças mensalmente. Apesar de ser um esporte geralmente associado à elite, a equitação praticada pelo projeto EQUITAR é usufruída também por 60 crianças que pertencem a famílias carentes e com as mais diversas patologias, entre elas, a Síndrome de Down. Todas passam por uma avaliação severa por parte dos terapeutas. ?A gente tem o maior cuidado de avaliar uma criança com Down pois elas, muitas vezes, têm problema cardíaco ou na cervical. Se tudo estiver bem, uma criança pode começar a praticar a hipoterapia a partir dos três meses de vida?, explica Beatriz Marins. Vantagens A responsável pelo EQUITAR explica que o fator lúdico do tratamento é um dos ingredientes do seu sucesso terapeutico. ?A hipoterapia não é uma terapia tradicional. Para as crianças com síndrome de Down, elas estão sempre brincando. E o cavalo proporciona um estímulo tão intenso, tão grande, tão global que faz com que uma criança com Down tenha uma resposta muito mais rápida do que com uma terapia tradicional. Por isso é necessário ter diferentes terapeutas atuando ao mesmo tempo como fisioterapeuta, terapia ocupacional, fonoaudiólogo, psicomotricista que atuam em cima das diferentes reações provindas deste momento para que não se perca nada?, explica Beatriz Marins. Segundo Marins, a hipoterapia traz vantagens também emocionais e sociais: ?O lado social ganha através da interação com vários integrantes da equipe. Quando a criança está em cima do cavalo, ela pode ver a vida de outro ângulo, ela tem poder e domínio pois controla o animal?, explica Beatriz Marins.

 
 
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