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POLIVITAMÍNICOS NA SÍNDROME DE DOWN


Autoria: Meire Gomes - Pediatra Geral formada pela Universi
Data: 7/5/2007
Resuno:
Uso de polivitamínico em pacientes com SD


É ainda corrente a hipótese de que o uso de suplemento regular de multivitaminas teria efeitos positivos na saúde e no desenvolvimento das crianças com SD. Vamos discutir então os pontos ainda controversos: Muitos trabalhos já foram publicados recomendando o uso de multivitaminas para crianças com SD, porém os trabalhos que usaram placebo e estudos duplo-cego não demonstram diferenças entre crianças tratadas e não-tratadas; alguns trabalhos inclusive relatam o aparecimento de efeitos colaterais. A vitamina A em excesso provoca aumento da pressão intracraniana, ressecamento da pele e queda de cabelos; a vitamina C, por ter o excesso eliminado pelos rins, pode levar à formação de cálculos e o Zinco provoca dor abdominal com freqüência considerável. Segundo editorial da "Down Syndrome Quarterly" (Volume 2, Number 3, September 1997 - apoiado por mais de 40 referências bibliográficas) parâmetros como melhora das funções cognitivas, ganho de estatura ou maior desempenho motor não foram demonstrados tão claramente pelos laboratórios que indicam multivitaminas para uso regular na SD .Revisões de literatura nos fazem chegar à conclusão de que o uso generalizado de multivitaminas deve ser desestimulado, sendo seu uso restrito a situações individuais. Como qualquer criança, as crianças com SD necessitam de reposição vitamínica em situações especiais, como nos períodos de convalescença, na anemia, nas fases de hiporexia e outras. Algumas crianças sofrem de síndrome de má-absorção, possuindo realmente necessidades diferenciadas, como no caso das crianças com doença celíaca, dos pacientes submetidos à ressecções intestinais e outros. O seguimento clínico, a avaliação do peso-estatura Down para a idade cronológica e a integridade da pele são alguns dos parâmetros para deficiência de zinco, por exemplo. Busciglio & Yanker (1995) sugeriram que o uso de antioxidantes (vits C, E, Betacaroteno) protegeriam os neurônios da ação dos radicais livres, porém foi um estudo in vitro. A ação dos radicais livres, bem como a dose dos elementos que deveriam ser usados para promover tal ação não é especificada. O bom senso nos recomenda usar tais vitaminas nas doses e períodos seguros. Outros estudos mais recentes são mais animadores, mas ainda existem pontos importantes sem resposta. Muitas das disfunções enzimáticas encontradas na síndrome de Down não têm, pelo menos até o presente momento, implicação prática alguma, não passando de meros achados bioquímicos; outras, podem ter relevância em situações como o Alzheimer por exemplo. Toda tentativa de minimizar os possíveis danos causados por radicais livres é bem-vinda, porém devemos considerar o custo de determinados tratamentos de ação incerta e segurança questionável. Os anti-oxidantes por excelência são a vitamina E, A e C, além do oligolemento Selênio, e são encontrados em frutas e verduras frescas. Para uma suplementação, a dose anti-oxidante desses elementos ainda é controversa e seu uso prolongado é desaconselhado pelos mais cautelosos, por não haver segurança garantida a longo prazo. Ou seja, a relação risco-benefício ainda é nebulosa. O Selênio é apontado como anti-cancerígeno e parece ofertar efeito protetor contra o Alzheimer. O brócolis tem teor elevado de Selênio, bem como os frutos do mar e o fígado. Seu excesso provoca queda de cabelos e enfraquecimento das unhas, daí preferimos extraí-lo da alimentação. O fígado pode ser inserido na papinha salgada, bem como o brócolis e o espinafre. Os frutos do mar ficam para depois dos 2 aninhos, por conterem proteínas alergizantes. Um multivitamínico de uso corrente atualmente, que tem a vantagem de ter doses seguras de Selênio e dos outros anti-oxidantes, porém contém doses elevadas de vitaminas do complexo B e cerca de 25 elementos com IDR (ingestão diária recomendada) ainda indefinidas. Nossa conduta, portanto, tem sido individualizada, repondo ferro, folato, vitaminas lipo e hidrossolúveis conforme a necessidade, utilizando parâmetros clínicos e laboratoriais.

 
 
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