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Dor e a síndrome de Down


Autoria: Brian Chicoine, do Adult Down Syndrome Center Luth
Data: 1/6/2007
Resuno:
Ademais, um estudo recente realizado num "modelo de rato de síndrome de Down" proporcionou dados que confirmam estas suspeita. Estes ratos apresentam uma trissomia de seu cromossomo 16 (um cromossomo que possui muitos genes idênticos aos do 21 humano), e mostram alguns dos problemas que se vêem na síndrome de Down. Neste modelo se comprovou que os ratos tinham uma maior tolerância à dor, porque os animais respondiam menos aos estímulos dolorosos.Conquanto tudo isto parece confirmar a existência de uma maior tolerância à dor, suspeitamos também que parte desta aparente "maior tolerância à dor"


As pessoas com síndrome de Down tem uma maior tolerância à dor do que as demais? Apresentam tolerância normal, mas interpretam mal suas moléstias? A resposta a estas duas perguntas, aparentemente contrárias, é provavelmente "Sim". Muitas famílias ou responsáveis por pessoa com Síndrome de Down, nos relataram que suspeitam que elas possuem uma maior tolerância à dor. Vimos muitos exemplos que confirmam estas observações. Exploramos muitos pacientes, com problemas de saúde, que deveriam sentir-se muito mau a julgar pelo quadro clinico que apresentavam, e no entanto não se queixavam de dor, ou o faziam muito pouco. Ademais, um estudo recente realizado num "modelo de rato de síndrome de Down" proporcionou dados que confirmam estas suspeita. Estes ratos apresentam uma trissomia de seu cromossomo 16 (um cromossomo que possui muitos genes idênticos aos do 21 humano), e mostram alguns dos problemas que se vêem na síndrome de Down. Neste modelo se comprovou que os ratos tinham uma maior tolerância à dor, porque os animais respondiam menos aos estímulos dolorosos. Conquanto tudo isto parece confirmar a existência de uma maior tolerância à dor, suspeitamos também que parte desta aparente "maior tolerância à dor" possa ser devido a nossa incapacidade para interpretar a maneira em que algumas pessoas com síndrome de Down se queixam. Pode tratar-se de um problema nas habilidades de comunicação verbal, ou que não disponhamos de alguém que compreenda as tentativas que estas pessoas fazem para comunicar-se. Outra possibilidade pode ser menor capacidade delas em valorizar e indicar onde se origina a dor, assim como dificuldade de demonstrar, para as demais pessoas compreenderem que estão sofrendo de dor. Isto é, pode que a pessoa esteja experimentando a dor, mas nós não saibamos compreendê-lo ou interpretá-lo. Que podemos fazer para que os episódios de dor não passem despercebidos · Vigie os sinais mais sutis: Um gesto, uma indicação, uma frase dita de modo diferente, suar por nenhuma razão aparente, apresentar a perna de modo diferente: todos estes sinais podem estar presentes. E pode ser que tenha outros sinais que você os tenha observado também. · Vigie as mudanças de conduta: A dor pode expressar-se às vezes como uma mudança de conduta. Quando ensino a estudantes de medicina ou a residentes, sempre destaco que uma mudança de conduta tem de ser considerado como uma forma de comunicação Isto é verdade até certo ponto para todos nós. As pessoas com síndrome de Down não são diferentes. No entanto, podem ter limitações em sua capacidade para comunicar-se verbalmente ou não verbalmente, por este motivo pode ser que terminem se comunicando de um modo diferente, como mediante uma mudança em sua conduta. Algumas vezes desenvolvendo menos atividade, outras com mudanças expressivas, ou angariando maior atendimento ou menor atendimento, ou mostrando tristeza, ira, instabilidade emocional, menor emoção, ou outras muitas maneiras. · Considere a possibilidade de que uma pessoa com síndrome de Down possa ter menor capacidade para perceber a dor. Se mantivermos a vigilância de alguém que suspeitamos de existir uma pequena doença, evitaremos que algo que possa ser mais preocupante, passe despercebido. Se a dor persiste mais do o esperado, ou aparecem outros sintomas que sugerem que ocorre algo mais sério, ainda que a pessoa se queixe pouco, será o momento de fazer novas explorações. Se recordarmos estas poucas idéias sobre a comunicação, nos ajudará a evitar que passemos por altos episódios que cursam com dor. · A menor capacidade para comunicar seus sintomas pode ser a causa real de que a pessoa com síndrome de Down mostre um aumento do umbral da dor, isto é, pareça ter menor sensibilidade à dor. · A menor capacidade para comunicar pode induzir-nos a uma falsa interpretação dos sintomas. Quais são as conseqüências? · Pode ser que a tolerância à dor seja ou não inferior. Em qualquer caso, se apreciamos mudanças na conduta e temos de valorizá-los, será importante que consideremos sempre a possibilidade de que existam problemas físicos, e tenhamos muito em conta seu estado de saúde.· Comunicação: consideremos as manifestações das mudanças de conduta como instrumentos potenciais de comunicação (da dor física e do psíquico).

 
 
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