PROMOVER MEIOS QUE FACILITEM O
DESENVOLVIMENTO DAS PESSOAS
COM SÍNDROME DE DOWN PARA A
SUA INCLUSÃO PLENA NA SOCIEDADE
Notícias e Dicas
[15/05/2009] Vai escrever e falar sobre deficiência ??
Deficiência
Fonte: agencia.inclusive@gmail.com
Vai escrever ou falar sobre deficiência? Saiba o que dizer e,
principalmente, o que NÃO dizer Que termos usar e não usar. Estas
recomendações valem para a área de comunicação. Não se trata do
politicamente correto, mas sim de legitimar avanços de mudança de
mentalidade que as palavras devem refletir.
· DEFICIÊNCIA é a terminologia genérica para englobar toda e qualquer deficiência (física ou motora, mental ou intelectual, sensorial e múltipla). O uso da preposição COM é ideal para designar pessoas COM deficiência. Outras opções são as expressões QUE TEM ou QUE NASCEU COM.
· Exemplos: pessoas COM deficiência; ator QUE NASCEU COM síndrome de Down; menina QUE TEM paralisia cerebral; estudante COM deficiência visual etc.
· Use INSERÇÃO quando estiver em dúvida se o caso relatado na matéria é de integração ou de inclusão. O vocábulo inserção é neutro porque não está vinculado a movimentos internacionais de defesa de direitos de pessoas com deficiência.
· Não tenha receio em usar a palavra DEFICIÊNCIA. As deficiências são
reais e não há por que disfarçá-las.
· Use SURDO e nunca surdo-mudo. Sob a ótica da diversidade humana é natural existirem múltiplas formas de comunicação entre seres da nossa espécie, sendo impossível compará-las como “a mais humana” ou a “menos humana”. O fato de a maioria das pessoas “falarem pela boca” não nos dá o direito de considerar esta forma de expressão como a única valorada, ou seja, o modelo. Esta é uma visão integradora, pois favorece a comparação entre condições humanas. Para uma pessoa surda é difícil falar o português, sendo natural que opte pela Língua de sinais brasileira (Libras). Neste caso, não é mudo, apenas SURDO.
· A Libras não é uma linguagem, mas uma LÍNGUA. Existem outras formas de linguagem envolvendo ou não pessoas surdas como a linguagem gestual e a corporal.
· Deficiências visual e auditiva são exemplos de DEFICIÊNCIA
SENSORIAL. O aconselhável é retratá-las dessa forma: PESSOAS CEGAS (deficiência visual total) ou SURDAS (deficiência auditiva total);
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL (ou COM BAIXA VISÃO) ou AUDITIVA (há resíduo auditivo) ou PESSOAS QUE TÊM DEFICIÊNCIA VISUAL ou AUDITIVA.
· Os substantivos CEGUEIRA e SURDEZ podem ser usados.
· A palavra deficiente não deve ser usada como substantivo (”os
deficientes” jogam bola”), mas pode ser usada como ADJETIVO. Essa
preocupação fica mais clara de ser compreendida ao substituirmos
“deficiente” por outros substantivos, como gordo, negro, magro, louro,
careca etc. Quem usaria, em uma matéria, a expressão “os gordos”, “os negros”, “os carecas” etc.
· A normalidade hoje é um conceito polêmico, por isso, para designar
uma pessoa sem deficiência use o adjetivo COMUM. Exemplo: PESSOAS COMUNS, PESSOAS SEM DEFICIÊNCIA…. Pela mesma razão, evite usar “defeituoso”, “incapacitado” e “inválido” ao se referir a alguém COM DEFICIÊNCIA.
· A expressão síndrome genética é a mais indicada. Anote algumas
sugestões que podem ser usadas para não repeti-la: EVENTO GENÉTICO;
OCORRÊNCIA GENÉTICA; SITUAÇÃO GENÉTICA. Evitar o uso das expressões anomalia, mutação, erro, acidente e doença genética.
· A palavra deficiente não deve ser usada para designar outras
limitações como o alto grau de miopia. Existem critérios muito rígidos
para designar o que é uma pessoa com deficiência visual ou cega. Por
isso não é adequado dizer que “todos nós somos deficientes”.
· Para se referir às escolas que não são especiais, o ideal é usar
ESCOLA REGULAR ou ESCOLA COMUM e no caso das turmas, CLASSE REGULAR ou CLASSE COMUM.
Adaptado do Manual da Mídia Legal, publicado pela Escola de Gente,
disponível no seguinte link: http://www.escoladegente.org.br
por Patricia Almeida – Coordenadora
agencia.inclusive@gmail.com | http://www.agenciainclusive.wordpress.com