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[28/04/2006] Guia ensina as organizações a como elaborar seus projetos sociais

Guia ensina as organizações a como elaborar seus projetos sociais

Fonte: Daniele Prospero


Guia ensina as organizações a como elaborar seus projetos sociais Daniele Próspero 22/11/2005 Cresce, a cada dia, o número de organizações sociais que realizam sua ação e obtém recursos por meio de projetos. Mesmo a ação social no âmbito governamental vem também sendo projetada e gerenciada através de projetos e programas, assim como cresce o número de instituições que financiam projetos, oferecem capacitação e prestam assessoria na área. Por outro lado, o nível de exigência geral quanto à qualidade da ação social é hoje maior do que nunca, por isso torna-se fundamental as entidades conhecerem de perto formas de elaborar, gerenciar e avaliar os projetos. São dicas como esta que o sociólogo Domingos Armani, mestre em Ciência Política e consultor de organizações sociais, movimentos sociais, órgãos públicos e agências internacionais, traz na sua nova publicação: "Como Elaborar Projetos? - Guia prático para a elaboração e gestão de projetos sociais", lançado pela Tomo Editorial. Na opinião de Domingos, é de extrema importância as entidades se qualificarem para desenvolver projetos sociais, pois desta forma "elas se credenciam como sujeitos sócio-políticos na sociedade, como parte de uma vasta e diversificada rede de organizações sociais autônomas, o que é fator fundamental do desenvolvimento social e da democracia de qualquer país". Segundo o sociólogo, muitas organizações ainda encontram dificuldades em elaborar bons projetos, tanto do ponto vista cultural, pois ainda persiste uma visão limitada sobre a importância de desenvolver um adequado processo de elaboração dos projetos, o que resulta em projetos elaborados sem participação, em tempo limitado e com poucas chances de promover mudanças, quanto do ponto de vista metodológico. "Uma das maiores dificuldades é a formulação da estratégia da intervenção, isto é, a escolha da linha mestra orientadora que interliga e dá sentido às atividades a resultados e a objetivos desejados. Outra dificuldade importante é a elaboração de indicadores de monitoramento e avaliação, muitas vezes ausentes dos projetos. Por fim, muitos não conseguem estabelecer seu foco, dispersando energia em muitos objetivos diferentes", comenta o consultor, em entrevista ao portal Setor3. Portanto, o guia prático mostra como os projetos sociais, se bem elaborados e realizados, podem se tornar instrumentos importantes para a organização da ação cidadã, capazes de aumentar as chances de êxito de uma intervenção social. Mas, afinal, o que é um projeto social? Na publicação, Domingos destaca que tratasse de uma ação social planejada, estruturada em objetivos, resultados e atividades baseados em uma quantidade limitada de recursos (humanos, materiais e financeiros) e de tempo. No entanto, projetos não existem isolados. Eles só fazem sentido na medida em que fazem parte de programas e ou políticas mais amplas. A grande utilidade dos projetos é o fato deles colocarem em práticas as políticas e programas na forma de unidades de intervenção concretas. Há diversas vantagens em atuar por meio de projetos sociais, como maior consistência técnica, participação efetiva, maior confiança e credibilidade, melhores resultados. Domingos destaca que um projeto bem elaborado é um documento bem estruturado, claro, curto e em linguagem objetiva, que apresenta uma proposta de ação inovadora, foi elaborado de forma participativa e propõe estratégia e metodologia convincentes, além de contar com uma equipe com o perfil adequado aos desafios do projeto e com orçamento adequado. Assim, para que um projeto possa ter maiores chances de êxito, é fundamental que o estilo e a cultura de gestão que o orienta sejam baseados em: uma atitude de reflexão crítica, de aprendizado e de investigação permanentes; dinâmicas que possibilitem diferentes formas e níveis de participação de todos os envolvidos; flexibilidade para experimentar, adaptar e para inovar, de forma que os instrumentos metodológicos usados para gerir um projeto (objetivos, resultados, indicadores, atividades, recursos, prazos etc) não se tornam uma camisa de força. A publicação aponta ainda que a organização deve estabelecer instrumentos e procedimentos sistemáticos constantes de reflexão no processo de gestão de projetos que possam dar melhores condições para uma melhor compreensão da problemática enfrentada e para a sua transformação. Para isso, alguns passos são necessários: ponto de partida definido; definição clara da experiência a ser sistematizada; recuperação do processo vivido; reflexão critica sobre os porquês da experiência; e ponto de chegada. Todos os projetos têm um ciclo e expressam os principais momentos e atividades de um projeto, compreendendo: a identificação, a elaboração, a aprovação, a implementação (com monitoramento e avaliação), a avaliação e o replanejamento. E, a cada novo ciclo, deve se promover mudanças significativas. Na publicação, o autor destaca que o Marco Lógico é um instrumento muito útil para a elaboração, análise e gerência de projetos, pois ele oferece uma sucessão de passos lógicos encadeados, ao final da qual se tem um projeto bem estruturado nas suas relações de causa e efeito. O processo de elaboração de um projeto social O guia traz então um passo a passo de como construir o projeto a partir dessa metodologia. Na fase inicial, é fundamental certificar-se de que a idéia do projeto é coerente com a missão e o planejamento; formular hipóteses explicativas básicas sobre a situação problemática; e promover a sensibilização dos atores sociais relevantes sobre a questão e a mobilização de órgãos e instituições potencialmente aliados. Passa-se então a analisar as chances de êxito do projeto a partir de três fatores-chaves: exame da sustentabilidade política, técnica e financeira. Com a oportunidade de intervenção definida e a análise da sustentabilidade positiva, parte para o diagnóstico, que deve ter: levantamento detalhado de dados e informações que possam caracterizar as condições de vida dos potenciais beneficiários da intervenção; a identificação das dinâmicas sócio-políticas, econômicas e culturais que explicam a situação problema; identificação das iniciativas similares; identificação das percepções, das experiências e das expectativas dos potenciais beneficiários. Um dos momentos mais importantes do diagnóstico é a identificação dos principais problemas concretos enfrentados e de suas causas. O autor destaca que é importante a análise dos atores envolvidos com um levantamento dos indivíduos, grupos e instituições que têm algo a perder e a ganhar com determinado projeto. Para formular o projeto, o primeiro passo é definir o Objetivo Geral pelo qual o projeto deve contribuir e depois definir os Objetivos Específicos, que devem responder as perguntas: para que o projeto vai ser implementado? Que efeitos duradouros juntos aos beneficiários são esperados do projeto? Definisse então os resultados e as atividades que serão desenvolvidas. O autor lembra que é com base na definição precisa das ações que se fará o cálculo dos cursos do projeto e a definição de cronograma. Após estes passos, passa-se a análise da consistência lógica de intervenção do projeto. É preciso ainda definir os fatores de risco, até mesmo os externos. O próximo passo é a elaboração dos indicadores, que são instrumentos de medição usados para indicar mudanças na realidade social e podem ser quantitativos ou qualitativos. Na publicação, o autor lembra, no entanto, que, em projetos sociais, é muito difícil medir ou avaliar mudanças, principalmente porque são mudanças de relações sociais, culturais ou de formação política, ou seja, subjetivas. Por isso, além de usar conceitos, é preciso definir em termos bem concretos. Por exemplo, para medir a participação, pode-se usar: o número de tipos de organizações presentes; grau de autonomia destas; número de participantes regulares nos eventos e reuniões, entre outros. O guia destaca ainda que, além do projeto bem elaborado, é necessário um ágil e eficiente sistema de gerenciamento para controlar a sua implementação, o que envolve o monitoramento e a avaliação constate de suas atividades, resultados e objetivos. Ou seja, é a observação e revisão constantes das informações, análises e hipóteses nas quais o projeto se baseia. Por fim, é preciso definir o orçamento e viabilidade financeira e para isso é importante que todas as atividades principais estejam claramente descritas, de forma a poder-se calcular o nível e o tipo de recursos necessários para cada uma delas. O plano operacional é a apresentação detalhada dos principais elementos do projeto, indicando resultados, atividades, ações, prazos, responsabilidades e recursos necessários. Ele serve como instrumento de orientação e controle cotidiano do desenvolvimento do projeto para todos os envolvidos. O estágio final de elaboração de um projeto é a redação do seu documento de apresentação. Muitas vezes, as instituições têm seus próprios formatos, portanto, é importante seguir os critérios estabelecidos. Como se destacar? Segundo Domingos, para ser considerado exitoso, um projeto social deve satisfazer as seguintes condições: realizar as atividades e produzir os resultados esperados dentro do padrão de qualidade, do cronograma e dos orçamentos definidos; atingir os objetivos de médio prazo, gerando mudanças concretas na qualidade de vida; gerar conhecimentos reconhecidamente novos; promover capacidade de "multiplicação"; desenvolver a capacidade de atração de novos parceiros e de novos financiamentos. Para o sociólogo, muitos fatores pesam na hora da seleção de um projeto por parte dos financiadores. Ele afirma que, um deles, considerado básico, é a apresentação do documento. Outro fator é a apresentação e grau de experiência da organização proponente. "É importante que as organizações sejam bem apresentadas, enfatizando-se sua missão e sua experiência prévia com a área da proposta e outros projetos inovadores. Em anexo, pode-se ampliar a informação, falando-se um pouco da trajetória da entidade, de quem a compõe e dirige, fornecendo elementos de seu desenvolvimento institucional. As parcerias do projeto também são importantes. Um projeto que resulta da parceria de algumas organizações ou é fruto de uma rede estabelecida tem relativamente mais chances do que o projeto de uma organização singular", destaca Domingos. O consultor destaca que ainda há uma visão de que os projetos focados podem resolver todos os problemas locais, o que não é verdade. Ele acredita que essa visão persiste devido à cultura paternalista e assistencialista, além de uma certa atitude "anti-estatal" presente na sociedade civil. O enfrentamento da questão, portanto, em sua opinião, requer um longo investimento na mudança desta cultura. A estratégia para enfrentar esse desafio seria a maior capacitação sobre desenvolvimento social e o maior rigor no processo de seleção de projetos por parte do setor público, das fundações empresariais e das instituições nacionais e internacionais, além do apoio à investigação comparativa (acadêmica e não acadêmica) sobre projetos sociais, buscando elucidar os fatores favorecedores de êxito e do não-êxito. -------------------------------------------------------------------------------- Serviço Como Elaborar Projetos? - Guia prático para a elaboração e gestão de projetos sociais Tomo Editorial 96 páginas Preço de venda: R$ 18,00 Informações: www.tomoeditorial.com.br

 
 
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