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COM SÍNDROME DE DOWN PARA A
SUA INCLUSÃO PLENA NA SOCIEDADE
Notícias e Dicas
[07/11/2006] Entidades de defesa dos direitos de crianças e adolescentes exigem educação inclusiva nas escolas
Educação inclusiva
Fonte: PAUTA ANDI
Entidades de defesa dos direitos de crianças e adolescentes exigem educação inclusiva nas escolas
CONADE, CONJUVE e CONANDA divulgam carta aberta, exigindo o
cumprimento da constituição brasileira;
Justiça toma decisões diferentes em casos de inclusão de pessoas com deficiência em escolas de São Paulo
Garantida pela Constituição, a educação brasileira é um direto de todos e
não deve sofrer nenhuma forma de exclusão. Por isso, a decisão de um Juiz de
São Paulo causou evolta entre as entidades que defendem os direitos da
nfância e adolescência. Gustavo Santini Teodor, da 23ª. Vara Cível paulista,
deu parecer favorável à uma Escola da capital, que se recusou a matricular
uma criança com síndrome de Down. No dia 1º de novembro, o CONANDA, Conselho
Nacional de Juventude (CONJUVE) e o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa
Portadora de Deficiência (CONADE) divulgaram uma carta pública em protesto à
decisão do juiz.
A carta exige que as interpretações da Constituição não consolidem atitudes
de exclusão de alunos com deficiência que procuram matrícula e permanência
em escolas. "A inclusão educacional é para todos, conforme consagram os
preceitos republicanos brasileiros e a Declaração Universal dos Direitos
Humanos, da qual o Brasil é signatário", enfatiza Alexandre Carvalho Baroni,
presidente do CONADE.
Conheça o caso
A arquiteta Cristiane Roncon tentou matricular sua filha em uma escola da
zona sul da capital paulista, mas recebeu a notícia de que a instituição não
estaria apta para crianças com síndrome de Down. Por conta desta negativa, a
família teve de se mudar do bairro onde morava para matricular a filha em
outra escola no Morumbi, onde a criança tem tido bom desempenho.
A mãe processou o colégio Nova Escola por danos morais. O Juiz Gustavo
Teodoro negou o pedido, alegando que era dever do estado e não das escolas
particulares a garantia da educação. O julgamento gerou estranhamento em
organizações de defesa dos direitos humanos e até mesmo em outras esferas da
Justiça.
Decisão positiva
Ainda em São Paulo, diferente do ocorrido com o colégio Nova Escola, o
Ministério Público ganhou uma ação contra o complexo educacional Tijucussu,
escola associada Pueri Domus de São Caetano do Sul, por falta de condições
físicas e pedagógicas que possibilitem a inclusão de pessoas com
deficiência. Visitas feitas pelo Ministério Público comprovaram que os dois
prédios da instituição e o complexo esportivo não se encontram acessíveis à
pessoas com deficiência. Conforme a denúncia, existem problemas na
biblioteca, cantina, sanitários e até mesmo na instalação de telefones
públicos.
"A legislação determina a eliminação, em prédios públicos ou de uso
coletivo, de todas as barreiras arquitetônicas e de comunicação capazes de
inviabilizar ou restringir o acesso e a locomoção das pessoas com
deficiência física ou mobilidade reduzida", afirma a Promotora de Justiça
Mariza Izabel Castro.
A escola também fica obrigada a adaptar os projetos pedagógicos para
contemplar recursos e serviços educacionais especiais, em todas as etapas e
modalidades da educação. Além de reformar suas unidades de acordo com os
padrões da ABNT, a escola deverá disponibilizar intérpretes de Libras,
material didático em Braile e mobiliário adequado. A multa diária pelo
descumprimento da sentença é de R$ 10 mil.
Mobilização Nacional
A elaboração da carta aberta, uma iniciativa do CONADE, foi articulada entre
os três conselhos (CONADE, CONJUVE e CONANDA), durante o I Seminário
Latino-americano Mídia Legal, organizado em dezembro pela Organização da
Sociedade Civil Escola da Gente, que reuniu representantes do Ministério
Público, universidades, conselhos de direitos, movimentos populares,
agências de cooperação internacional, empresas, fundações e outras
organizações de nove países da América do Sul. A arquiteta Cristiane Roncon
recebeu a assessoria dos advogados da Conectas Direitos Humanos e
especialista em inclusão da Escola da Gente.
Leia a Carta Aberta na íntegra
http://www.andi.org.br/_ftp/CARTA_ABERTA_CONADE_CONANDA_CONJUVE.doc
Fontes:
Conselho Nacional dos Direitos da
Criança e do Adolescente (CONANDA)
Célia Torres
Assessora de Comunicação
(61) 3429 3524
conanda@sedh.gov.br
http://www.presidencia.gov.br/sedh/conanda
Conselho Nacional dos Direitos da
Pessoa Portadora de Deficiência (CONADE)
Alexandre Carvalho Baroni
presidente do Conade
(61) 3429-3673
conade@sedh.gov.br
http://www.presidencia.gov.br/sedh/conade
Conselho Nacional da Juventude (Conjuve)
Daniel Cara
Vice-presidente
(11) 8454 1122 / (11) 31512333
daniel.cara@acaoeducativa.org
Escola da Gente
Cláudia Werneck
Diretora Executiva
(21) 2493 - 7610
Escoladegente@attglobal.net
http://www.escoladegente.org.br
Secretaria de Educação de São Paulo
Centro de Apoio Pedagógico Especializado - CAPE
http://www.educacao.sp.gov.br/
08007700012
Fundação Síndrome de Down
Carmem Silva Minuzzi - Coordenadora do NUTE ( Núcleo Terapêutico
Especializado)
(19) 3289-2818 Fax: (19) 3289-2818
Campinas (SP)
http://www.fsdown.org.br
Sociedade Brasileira de Pediatria
Presidente do Departamento Científico de Saúde Mental da SBP
Dra. Verônica Cavalcante
(21) 2256 6856 (Assessoria de Comunicação)
http://www.sbp.com.br
Federação Brasileira das Associaçãoes
de Sindrome de Down
Rosane Lowenthal
(61) 3347 5575
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Conselhos dos Direitos da Infância e da Adolescência e Conselhos Tutelares
PAUTA ANDI
Edição: Carlos Ely Souto de Abreu
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